
José Vaz e Gala, candidato pelo CDS-PP a Alcochete, reivindicou para o concelho, durante a entrevista ao “Setúbal na Rede”, a implementação de “projectos estruturantes” em vez dos “projectos complementares” promovidos pelo actual executivo da CDU, liderado por Luís Franco. Assim, caso seja eleito, pretende “propor alternativas em três áreas fundamentais”, nomeadamente na “situação interna da câmara, na sua visão estratégica e na área da educação, da cultura, da acção social e no sector empresarial”.
O candidato centrista considera que Alcochete “não está preparada” para os grandes investimentos previstos pela administração central para a região, como o TGV ou o novo aeroporto, uma vez que lhe falta uma “visão estratégica”. José Vaz e Gala dá o exemplo do orçamento previsto em termos de habitação social, de “apenas cem euros para a recuperação de edifícios degradados”, enquanto que para publicidade estão orçamentados “cem mil euros”. Além disso, acusa a câmara de “se dar ao luxo de gastar dinheiro” em chefes de gabinete e adjuntos quando “há focos de pobreza” no concelho. Alcochete “não tem sustentabilidade económica”, conclui.
Assim, é preciso “arrumar a casa”, uma vez que é necessário “combater o despesismo e recuperar o espírito de serviço público” de uma autarquia que “criou um monstro burocrático”. José Vaz e Gala garante que quer extinguir “o conselho consultivo e os sete gabinetes municipais” criados e “resolver as situações de precariedade”, uma vez que a câmara “gasta mais dinheiro em avençados do que com pessoal do quadro”.
José Vaz e Gala critica também a “incapacidade” da autarquia, demonstrada pelas “candidaturas ao Quadro de Referência Estratégio Nacional (QREN) todas falhadas”, o facto de “não ter conseguido trazer mais investimentos em termos de Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC)” e ainda de “criar problemas com o Governo”, dando o exemplo do diferendo com o ministério da Saúde acerca do centro de saúde do Samouco. O candidato centrista lamenta ainda a “falta de uma posição firme no seio da Área Metropolitana de Lisboa”, que poderia “exigir a vinda de empresas de excelência para o concelho”.
O candidato centrista defende também uma aposta no turismo, que é “uma vocação de Alcochete”, pretendendo a reabilitação da orla ribeirinha, a construção de outro cais portuário e um projecto na náutica de recreio, para “ganhar o Tejo e para que a relação com Lisboa seja mais constante e relevante”. Além disso, propõe “a criação de uma escola de hotelaria e turismo”, com a possibilidade do tecido empresarial local criar estágios qualificados, assim como a intervenção na área da educação, com a oferta do prolongamento de horários em todas as escolas do primeiro ciclo e na “construção de dois grandes centros escolares” até 2014. O objectivo é “oferecer qualidade de vida” à população e reverter um possível conceito de “dormitório” do concelho.
in Setúbal em Rede
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